Deleções na região p21 (braço curto) do cromossoma 9 no Melanoma Maligno
Primário
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Figura 1: Exemplos de perdas homozigoticas D9S157 nos especimens 59 e 60. Em ambos os casos, a banda alélica superior (seta) está diminuída nas amostras tumorais (T59 e T60) relativo à intensidade esperada acima de 50 omparada as bandas normais que serviam de amostras (N59 e N60). |
A perda de um alelo
homozigoto era contabilizada
quando os alelos neoplásicos
estavam repetidas vezes
ausentes, ou diminuídos,
em relação à expectativa
desejada, em pelo menos
90%, enquanto que as reações
simultâneas de controle da
mesma amostra mostravam
bandas fortes. Reacoes de controle
em loci cromossomicos
nao envolvidos incluindo D3S1038 e
D18S44 (nao frequentemente
envolvidos em relatos de
anormalidades cariotipicas e
genomicas no melanoma),
foram realizadas
simultaneamente com
ensaios repetidos
para o 9p21 com o
objetivo de eliminar
artefatos tecnicos.
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| Espessura (mm) | Numero de casos | Porcentagem |
|---|---|---|
| <0.75 | 1 | 3 |
| 0.75-1.49 | 4 | 11 |
| 1.5-3.99 | 13 | 36 |
| >4.0 | 18 | 50 |
| 36 | 100 |
A Tabela 1 mostra a espessura
de tumor primario relativa a
36 biopsias para as
quais esta informacao estava
disponivel. Como podemos ver
imediatamente a partir
da Tabela 1, as amostras
neste estudo mostraram um
bias em relacao as lesoes
mais espessas. Isto tornou-se
necessario devido a exigencia
fisica para areas
adequadas e bem individualizadas
distinguindo regioes
de tecido sadio e tecido
tumoral numa mesma biopsia.
Quando a espessura media
de tumores com delecoes
de 9p21 nos tres loci
examinados foram comparadas
com aquelas que nao tinham
delecoes detectaveis, a
espessura media mostrou
ser maior em tumores com
delecoes que a espessura media
de tumores sem as
delecoes do 9p21 (p < 0,05).
Conclusões
A região 9p21 foi identificada
como o local de , pelo menos,
dois gens
considerados supressores
de tumores, o CDKN2A (p16),
e o CDKN2B (p15). Estes são
gens inibidores das cinases,
que inibem passos do ciclo
celular (21-24). Kamb
et. Al a princípio relatou
que o MTS1 ( que dá acesso
à leitura de moldura do
CDKN2A) havia sofrido
deleção ou mutação em 75%
de 99 linhas celulares de
melanomas (23). Foi relatado
que células tumorais
cultivadas exibem maior
freqüência de deleções das
regiões 9p21 que tumores
primários, provavelmente
porque estas deleções
conferem uma vantagem ao
crescimento destas células in
vitro (6, 25). Este fato
levou à interpretação de
que a deleção do CDKN2A possa
ser, principalmente um
fenômeno in vitro,
implicando num papel menor na
biologia tumoral in vivo
e que o CDKN2A não estaria
de fato envolvido
verdadeiramente no
desenvolvimento do melanoma.
Evidência mais recente
sugere que o CDKN2A está,
de fato, envolvido no
desenvolvimento do melanoma.
Forte evidência de que o
CDKN2A seja um supressor
do melanoma deriva do
fato de que este é um gen
tumoral familial (21).
Evidência indireta
adicional é derivada da
demonstração de mutações
no CDKN2A em
linhas celulares de melanoma,
consistente com aquelas
induzidas pela luz
ultravioleta (26). Até agora,
a mais forte evidência disponível
para implicar
este gen no desenvolvimento
do melanoma é a expressão do
CDKN2A em material de
tumor primário, conforme
demonstrado à imuno-histoquímica
(27).
Este estudo confirma a
relação entre espessura
tumoral e deleções dos
9p21 observadas por outros
autores (17,27) e sugere que
as deleções das 9p21
mais freqüentemente se
desenvolvam durante a
progressão do tumor. Contudo,
lesões incipientes mostram
evidência de anormalidades
dos 9p21, implicando que
estas possam ocorrer nas
fases evolutivas iniciais
do tumor. Nós encontramos
evidências de deleção das
9p21 em duas de 11 lesões
incipientes (Breslow
inferior a 1,5mm).
Este estudo confirma a
relação entre espessura
tumoral e deleções dos
9p21 observadas por outros
autores (17,27) e sugere
que as deleções das 9p21
mais freqüentemente se
desenvolvam durante a
progressão do tumor. Contudo,
lesões incipientes mostram
evidência de anormalidades
dos 9p21, implicando que
estas possam ocorrer nas
fases evolutivas iniciais
do tumor. Nós encontramos
evidências de deleção
das 9p21 em duas de 11
lesões incipientes (Breslow
inferior a 1,5mm).
Healy et. al encontrou
estas alterações com 3/9
deleções no locus 9p21
em tumores primários
medindo menos de 1,5 mm
de espessura (18).
Isto não é
surpreendente uma vez
que , pelo menos um
gen 9p21 (ex: CDKN2A)
é sabidamente um
gen do melanoma, implicando
que ele possa ser a
primeira anormalidade
genética num tumor (21,28).
Este estudo revela evidências
de deleção em 43 0os
casos próprios para
análise, cifra esta
similar ou discretamente
inferior a outros relatos
recentes de perda de
heterozigoticidade neste
locus em melanomas (19, 29,30).
Estes estudos podem, contudo,
estar, na verdade, subestimando
anormalidades dos gens
9p21 por várias razões, desde
que este é um estudo de
lesões primárias e a
inativação dos p16 possa
aumentar em freqüência
à medida que o melanoma progride
de primário para metastático (27).
Os dados em material de parafina
oferecem dificuldades de
interpretação e certos loci
que foram excluídos da análise
poderiam, na verdade, representar
as deleções.
Pequenas deleções homozigoticas,
as quais se sabe, ocorrem
nesta região(2,31,32) poderiam
não ser, necessariamente
detectadas nesta metodologia..
Estudos que marcam cromossomas
não irão revelar exemplos de
pontos de mutação bilateral em
gens de supressão tumoral
associados. Não foi possível
obter dados de seqüência
suficientemente seguros
destes espécimes fixados em
formol para estabelecer
qualquer posição de
freqüência de mutações
do CDKN2A
nestes espécimes.
Finalmente, esta abordagem
não tem valor na detecção de
anormalidades ao
nível das interações protéicas ou
expressão protéica como, por
exemplo, a
metilação das seqüências do
facilitador, uma anormalidade que
se conhece ocorrer com ambos,
o CDKN2A e o CDKN2B (33, 34).
Os dados obtidos neste estudo
com marcadores confirma que
os melanomas
esporádicos (não familiais)
exibem uma substanciosa
freqüência de anormalidades
no braço curto do
cromossoma 9. O presente estudo,
junto a outros relatos de
freqüente deleção da região
9p21 no material tumoral
provê forte evidência de
que um gen ou gens neste
locus podem estar
vinculados ao melanoma
esporádico, assim como ao
familial. Enquanto esta
evidência não prova que
CDKN2A ou CDKN2B
são agentes supressores
tumorais causativos em
melanomas esporádicos, estas
informações são consistentes
com o aludido conceito.
Agradecimentos:Os autores agradecem o Oklahoma Center for the Advancement of Science and Technology pelo apoio a este trabalho, o Molecular Biology Resource Core Laboratory em Oklahoma City e o Oklahoma Center for Molecular Medicine (OCMM) Computer Facility em Norman, cujas fontes foram utilizadas para a consecução deste trabalho.
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